ESCOLA DE SAGRES

BEM-VINDO À ESCOLA DE SAGRES!

Este espaço tem como objetivo divulgar as ideias, projetos, iniciativas do pesquisador e consultor educacional João Malheiro, doutor em educação pela UFRJ e pesquisador do Grupo de Pesquisa sobre Ética na Educação (GPEE-UFRJ)



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O ENEM é importante, mas precisa ir mais fundo



Muitas pessoas, nas inúmeras palestras que ministro em diversas instituições de ensino, costumam me perguntar atualmente:  “Afinal, como é que o Senhor está vendo o futuro da educação”? A resposta é simples: muito desastrosa, porque as pessoas deixaram de se questionar com o essencial da educação. Os pais, professores, novos sistemas de ensino estão se preocupando somente com os meios educativos – o que ensinar, como ensinar, resultados acadêmicos - e esquecem de refletir sobre o que é o mais importante: quais são os verdadeiros fins da educação que levem ao perfeito desenvolvimento da pessoa humana.

Congresso de Educação na Universidade Católica de Petrópolis - Setembro 2016


TEMA: Como formar as capacidades socioemocionais na escola

PARTICIPANTES: 500 professores

ESCOLAS: 30 da cidade de Petrópolis, Teresópolis, Guapimirim e outras menores da região




A TUTORIA NA ESCOLA: UMA MANIFESTAÇÃO DO VERDADEIRO ZELO EDUCATIVO

                                              
                                             O conhecimento antropológico sobre a pessoa humana, nos dias que correm, encontra-se bastante débil. Consequentemente, muitas pessoas, tanto nas famílias quanto nas escolas, não sabem já o que é educar realmente o ser humano. Existe como que uma cegueira que impossibilita descobrir e valorizar um dos principais objetivos educativos do momento: o desenvolvimento e integração das potências humanas – inteligência, vontade e afetividade – para uma ação correta da criança.  Essas potências se encontram hoje nelas completamente soltas, independentes, atrofiadas ou hipertrofiadas e uma grande maioria dos educadores não sabe que uma das suas principais missões é voltar a juntá-las e harmonizá-las. Quando isso não acontece, provoca-se o que eu chamo de um “desmonte” da pessoa humana. Hoje busca-se educar não mais a verdadeira e única natureza humana, mas uma nova natureza, “não humana”, criada pelo homem pós-moderno, que leva a valorizar de forma excessiva a parte afetiva. O fracasso educativo se comprova, depois, na imensa maioria das pessoas nos dias atuais.

UM PROJETO PARA AS ESCOLAS

  



A formação das 
capacidades socioemocionais



Por que deste projeto
                As escolas estão percebendo cada vez mais que não basta oferecer aos seus alunos apenas uma formação técnica de qualidade se querem obter resultados satisfatórios no processo ensino-aprendizagem. É preciso investir também na formação do seu caráter para construir alunos maduros e capazes de enfrentar as dificuldades escolares com paciência, criatividade e confiança em si e nos outros. O mercado de trabalho está valorizando e buscando atualmente pessoas capazes de arcar com as próprias responsabilidades e de demonstrar atitudes e princípios éticos.
Como construir alunos maduros?
Causou recentemente um grande impacto nos Estados Unidos o livro Uma questão de caráter, do jornalista de educação Paul Tough, do New York Times. Ele chama a atenção para o peso da formação do caráter e de certas características, como a resiliência, ou seja, a capacidade de superar dificuldades e fracassos, para obter alunos diferenciados. Para o jornalista, é preciso mostrar também para os pais a importância de não proteger excessivamente os filhos dos problemas reais e das consequências dos fracassos. Somente formando nas capacidades socioemocionais, também chamadas virtudes, será possível desenvolver características que considera essenciais: otimismo, determinação, curiosidade, inteligência emocional, autocontrole, companheirismo.
O que são capacidades socioemocionais?
                A abordagem das competências socioemocionais desbrava caminhos pouco explorados na educação nas últimas décadas. A ideia não é criar um roteiro de comportamentos desejáveis, mas de ensinar a formar hábitos bons que facilitarão os alunos a conviver em sociedade e atuar de forma ativa e positiva na escola e na família. Depois da interiorização desses hábitos, a criança cria uma inclinação conatural para realizar mais facilmente as melhores escolhas, tornando-a virtuosa e feliz.

O MEDO DE EDUCAR NAS VIRTUDES



Num recente Congresso Regional de Educação, após expor o tema “O papel das virtudes éticas na motivação escolar da criança”, recebi uma pergunta, em tom meio desafiador, de uma professora já em fim de carreira, sem dúvida bem intencionada: “Quer dizer então que você quer voltar a ’vestir‘ nossas crianças com uma ’camisa de força‘ ensinando-lhes a prática das virtudes?” Com muito respeito e compreensão, respondi com serenidade à provocação, enquanto pensava para comigo: “Aqui está a expressão do medo atual dos pais, professores e educadores em geral de ensinar as virtudes morais na família e na escola”.
                Efetivamente, no imaginário coletivo de muitos responsáveis pela educação, o conceito de virtude está associado a traumas, repressão, perda da liberdade e da autenticidade, tristeza, formatação e muitos outros sentimentos que a mistura da psicologia com filosofias modernistas se encarregaram de introduzir em nossa cultura. Por outro lado, nós, educadores atuantes, percebemos hoje em sala de aula a partir da perspectiva histórica que os anos dão, que ter deixado nossas crianças vestir a “camisa de força das próprias paixões irracionais”, que é o que acontece na prática quando não se educa nas virtudes, foi muito pior e “escravizante”. Os alunos estão em geral completamente desmotivados, falta-lhes muitas vezes capacidade de vislumbrarem ideais mais valiosos; sofrem de desamor e solidão de forma precoce e por isso desrespeitam os demais; estão imaturos para a idade; a preguiça e inconstância nos objetivos os enfraquecem; não sabem o que fazer com a afetividade desgovernada e, ao sentirem medo da vida e da realidade, se refugiam em diversas “bolhas” cada vez mais densas e mais nocivas para a sua felicidade.
              

EDUCAR NA VERDADEIRA BELEZA QUE ATRAI



(Palestra ministrada no Colégio Santa Mônica para os professores da Educação Infantil e Fundamental I)

A boa conduta: a beleza interior da criança



Depois de ter desenvolvido, nos artigos anteriores, alguns aspectos práticos em torno aos hábitos da ordem e da boa convivência para a aquisição da virtude da temperança, neste artigo aprofundaremos em um terceiro campo que também é decisivo para o fortalecimento desse hábito afetivo: a boa conduta.
À primeira vista, poderá parecer repetitivo voltar a enfocar alguns hábitos sobre a boa comunicação, a boa postura, a forma correta de se vestir, de brincar, uma vez que já foram usados para exemplificar alguns aspectos desses hábitos da temperança. Entretanto, gostaria de alertar o leitor que o objetivo principal da boa conduta não se relaciona com a melhora dos fatores exógenos da criança (cuidados com as coisas e pessoas), mas sim dos endógenos (cuidados com ela mesma e o seu interior). Sua perspectiva principal está em auxiliar todos os educadores na descoberta da verdadeira beleza humana, como ela se constitui e se desenvolve, de maneira a fortalecê-los contra a pressão cultural contemporânea que quer impor uma pobre e falsa conceituação de beleza, desumanizando a pessoa humana.

A virtude da generosidade



(Palestra ministrada no Curso de Formação Continuada para professores da Educação Infantil e Fundamental I do Colégio Santa Mônica)

Educar para a generosidade

Artigo do meu  livro Escola com Corpo e Alma, um Manual de Ética para Pais, professores e alunos.



O famoso poeta espanhol Antonio Machado diz em um dos seus versos que “um coração solitário não é um coração”. Efetivamente, um coração vazio de amor, sempre deixa o homem estranho. Às vezes pode ser difícil descobrir a causa desse vazio, mas quase sempre o diagnóstico aponta para uma falha educativa familiar e escolar nos seus primeiros anos de vida. Seja por ignorância, seja por egoísmo disfarçado, muitos pais/professores hoje acreditam que demonstrar amor aos filhos/alunos é enchê-los de bens materiais, protegê-los de forma exagerada ou, ainda, satisfazer-lhes seus desejos de forma desmedida, temendo contristá-los com alguma renúncia.

A importância dos primeiros anos na vida escolar



Palestra para os pais do COLÉGIO SANTA MÔNICA (Unidade São Gonçalo)

Infância e Construção da Memória




O que fazer quando percebemos um filho, um aluno com dificuldade de memorização? Será que é somente um possível problema neurológico ou tem outros fatores que afetam a retenção do conhecimento? Assista em 5 minutos possíveis soluções para esse problema cada vez mais comum nos estudantes

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